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Guardiola ganha como quer do PSG, e Manchester City vai à final da Champions pela primeira vez

By Bernardo Ramos

Last update at 05/04/20211 Min.

O investimento do sheik Mansour bin Zayed, "dono" de Abu Dhabi que comprou o Manchester City, está mais do que pago. O time inglês se classificou à final da Champions League pela primeira vez, após vencer o Paris Saint Germain, no estádio Etihad, por 2 a 0. No placar agregado na semifinal, 4 a 1. Um massacre.
Tudo passa por Pep Guardiola. Gênio, impôs mais uma vez ao adversário o jogo que quis, da forma que pensou. Na ida, no Parque dos Príncipes, mudou a partida no intervalo sem trocar um jogador sequer e dominou o segundo tempo, com 66% da posse de bola e dois gols como consequência. Para isso, fez com que o lateral João Cancelo (que nesta terça sequer jogou, por opção do técnico) virasse um meia, o que já tinha sido feito, com sucesso, ao longo da temporada.
Já na partida de volta, deu a bola ao adversário. O PSG fechou o jogo com quase 60% da posse de bola. Só que Ederson não precisou fazer uma defesa. Aliás, pelos pés do brasileiro, saiu o lançamento de 55 metros para Zinchenko iniciar o lance do gol de Mahrez, o primeiro dos dois do argelino.
Mauricio Pochettino propôs a Guardiola o que o catalão quis. E o tubarão sentiu o cheiro de sangue. Na imagem abaixo, vemos uma marcação alta no PSG, mas sem pressão. Cinco contra cinco. No entanto, os jogadores do City tiveram um latifúndio para a saída de bola limpa.
Os comandados de Guardiola, como sempre, mostraram um vasto repertório. Quando preciso, marcaram atrás da linha do meio de campo. E a saída era impiedosa, como no exemplo abaixo, lance do segundo gol dos ingleses.
Quando necessário, pressão na saída de bola de Marquinhos e Kimpembé. 
É óbvio que o PSG sofre com falhas na montagem de elenco, tem problemas graves nas laterais. Florenzi, um paliativo para esta temporada diante de um fraco Kehrer, e Diallo, que ganhou a vaga do mediano Kurzawa, estão muito abaixo dos companheiros. 
Guardiola é a evolução de Jack Reynolds, Vic Buckingham, Rinus Michels (bisavô, avô e pai do futebol total, respectivamente) e Cruyff. Treinado por José Macia, o Pepe, no Catar, perguntava como jogava o Santos que ganhou cinco títulos em 1962. Talvez seja mesmo o melhor da história. Com ou sem o taça em Istambul.