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Mourinho na Roma: contrato de apenas uma temporada expõe atual status do português

By Bernardo Ramos

Last update at 05/04/20211 Min.

A Roma anunciou, nesta terça, José Mourinho como técnico da equipe na temporada 2021-2022. Sim, por apenas 12 meses. O português nunca havia fechado um contrato tão curto na carreira, o que expõe o seu atual status como treinador do primeiro escalão do futebol europeu.
A história fica ainda mais inusitada quando contraposta ao atual momento do time da capital italiana. Goleada por 6 a 2 pelo Manchester United em Old Trafford, pelo jogo de ida da semifinal da Liga Europa, a possibilidade de conquista da taça, e a consequente classificação para a próxima Liga dos Campeões, torna-se quase nula. Na Série A, a squadra treinada por Paulo Fonseca amarga apenas a sétima colocação, nove pontos atrás da rival Lazio, hoje com a última vaga para um torneio continental, a recém-criada Liga Conferência.
Ou seja, Mourinho sequer estará em competições europeias na temporada que vem. Em tese, são duas possibilidade de título, apenas. Coppa Italia e Campeonato Italiano.
A Roma vem de gestões traumáticas e desastrosas. A primeira delas, do americano James Palotta, que prometeu transformar "a princesa em rainha". Como sabemos, a carruagem virou abóbora. Presidente entre 2012 e 2020, o dono do clube sequer falava italiano e visitava a capital do país da bota apenas a cada três meses. Viu a equipe ser goleada não só uma vez, mas duas por 7 a 1. Em 2014, para o Bayern, e em 2019, diante da Fiorentina. De quabra, brigou com Fracesco Totti e Danielle de Rossi, dois ídolos da torcida.
Dan Friedkin comprou as ações de Palotta em 2020, mas chega ao final da temporada debutante sem "colocar" os gialorossi na Europa.
Já Mourinho... pela primeira vez deixou um clube sem ganhar um título. Foi demitido do Tottenham, com o qual tinha contrato até o fim da temporada 2022-23, seis dias antes da final da Copa da Liga Ingles. Sacanagem do CEO Daniel Levy, diga-se.
Além do prejuízo esportivo, os Spurs desembolsaram, graças ao péssimo contrato amarrado pelo presidente, pouco mais de 20 milhões de libras esterlinas com a indenização ao português (mais de R$ 160 milhões na cotação atual).
Dan Friedkin aposta alto. E mal.